

Dúvidas Frequentes
A Terapia por Reintegração de Memórias (TRM) não é uma pílula mágica, mas um caminho de aprofundamento. Abaixo, respondo com transparência às dúvidas mais comuns de quem considera iniciar essa jornada.
1. Por que o trabalho é feito por ciclo mensal e não por sessões avulsas?
Porque a transformação real exige continuidade. A psique humana opera através de resistências e camadas de defesa. Uma sessão avulsa pode até gerar um insight poderoso, mas sem um acompanhamento semanal para integrar esse conteúdo, o efeito se dissipa em poucos dias, engolido pela rotina.
O Ciclo Terapêutico Mensal (4 sessões de 2 horas) não é apenas um formato de pagamento; é uma estrutura de segurança clínica. Ele garante que teremos tempo para abrir, aprofundar, processar e fechar cada etapa do seu processo, evitando a desistência e a autossabotagem sempre à espreita.
2. Eu preciso acreditar em reencarnação para a terapia funcionar?
Considerando a abordagem alternativa e a cosmovisão oriental desta abordagem, é preciso haver o mínimo de abertura para aceitar a condição transcendental da consciência humana. Mas a TRM trabalha com a realidade psíquica do paciente, não com dogmas religiosos, sendo muitas vezes uma visão rígida sobre o que seria a reencarnação pior do que não acreditar em nada. De qualquer maneira, pouco importa para o processo terapêutico se a experiência vivenciada é uma memória literal de outra vida, uma metáfora do seu inconsciente ou o acesso a um arquétipo do inconsciente coletivo. O que importa é que a narrativa que emerge carrega a carga emocional do seu trauma ou dilema atual. Ao lidar com a história que surge, tratamos o sintoma que afeta sua vida hoje. Você pode ser até cético, desde que esteja disposto a sentir e investigar o desconhecido que, por definição, se encontra além do seu conhecimento.
3. Qual a diferença entre a TRM e a psicoterapia convencional?
A psicoterapia convencional é norteada pelo paradigma materialista com o objetivo de organizar o ego na narrativa da vida cotidiana. A TRM opera no nível do inconsciente profundo e do transpessoal. Enquanto na terapia convencional nós falamos sobre o trauma, na TRM nós revivemos a emoção represada para liberá-la (catarse) e ressignificá-la. Por isso as sessões são mais longas (2 horas): precisamos de tempo para ir além da barreira racional onde os bloqueios realmente residem.
4. Existe o risco de eu perder a consciência ou o controle durante a sessão?
Essa é uma dúvida comum, baseada em mitos de hipnose de palco. A resposta é não. Na TRM, você não "apaga" nem vira uma marionete. Você entra em um estado ampliado de consciência (semelhante a uma meditação profunda), onde o foco se volta para dentro, mas você continua lúcido, ouvindo tudo ao redor e mantendo seu senso crítico. Você é o narrador e o protagonista; eu sou apenas o guia. O controle permanece com você o tempo todo.
5. A terapia envolve algum vínculo religioso ou místico?
Como a TRM possui raízes filosóficas no pensamento oriental (Karma, Samsara, não-dualidade) e dialoga com teorias modernas da consciência (como o Idealismo Metafísico e a Psicologia Transpessoal), a abertura para a exploração do universo transcendental é extremamente necessária. Mas estamos falando de uma prática laica e clínica. Não há rituais, dogmas ou adoração. Utilizamos conceitos como "alma" ou "espírito" em um sentido ontológico e terapêutico, focando na totalidade do ser humano e não em doutrinação.
6. Em quanto tempo vou resolver meu problema?
Desconfie de quem lhe der uma data exata. Estamos lidando com estruturas de personalidade formadas ao longo de décadas — ou, se considerarmos a visão multidimensional, ao longo de vidas. O Ciclo Mensal garante ritmo e tração ao processo, impedindo a estagnação, mas a velocidade da cura depende da sua própria capacidade de entrega e da complexidade do nó que estamos desatando. O objetivo não é a pressa, é a solidez da mudança.
7. O que exatamente a TRM trata?
A técnica é eficaz para desarmar padrões de repetitivos (situações que se repetem ciclicamente na sua vida), fobias inexplicáveis, dores psicossomáticas, ansiedade crônica e o vazio existencial, que é o enfoque central deste trabalho. Porém, mais do que curar um sintoma, a TRM busca a maturidade consciencial. O objetivo final é que você pare de ser refém daquilo que aprendeu, aceite que está sob influência de aspectos muito além do seu controle, encontre sentido na vida e assuma a autoria da sua própria história.
8. Há contraindicações?
Sim. A técnica movimenta muita energia psíquica e emocional. Por segurança, não atendemos gestantes (para não transferir carga emocional ao feto), pessoas com transtornos psicóticos ou dissociativos não estabilizados (esquizofrenia, borderline grave sem medicação) e pacientes com problemas cardíacos severos (devido à intensidade emocional da catarse).Para todos os outros casos, a avaliação é feita na primeira entrevista.
OBSERVAÇÃO: Para um melhor esclarecimento de todas as perguntas brevemente respondidas por aqui, é altamente recomendável explorar o nosso blog.
